Dissection by VHILS ENGLISH – PORTUGUÊS – FRANÇAISE – ESPAÑOL Foto: vhilsfundacaoedp.com Cosa fare una domenica pomeriggio a Lisbona? C’è chi va in spiaggia e chi non potrebbe mai perdersi la prima personale dell’artisti urbano Alexandre Farto aka VHILS. Ci sono diverse tipologie di scultori e di materiali utilizzati per creare le loro opere, ma chi avrebbe mai detto che si potessero scolpire pareti di edifici… View On WordPress

Dissection by VHILS

ENGLISH – PORTUGUÊS – FRANÇAISE – ESPAÑOL

1404315868666

Foto: vhilsfundacaoedp.com

Cosa fare una domenica pomeriggio a Lisbona? C’è chi va in spiaggia e chi non potrebbe mai perdersi la prima personale dell’artisti urbano Alexandre Farto aka VHILS.

Ci sono diverse tipologie di scultori e di materiali utilizzati per creare le loro opere, ma chi avrebbe mai detto che si potessero scolpire pareti di edifici…

View On WordPress

Interviewing Sonia Lupo ITALIANO - PORTUGUÊS – FRANÇAISE – ESPAÑOL During the last edition of FASHION FRAMES in Florence, I participated as Amsterdam Fahsion Tv‘s editor and I met SONIA LUPO. I spoke with her about her work and collection. Are you curious? Don’t worry, I share with you our interview published on Amsterdam Fashion Tv blogzine. Enjoy! ABOUT THE DESIGNER For Sonia Lupo fashion is poetry, intuition,… View On WordPress

Interviewing Sonia Lupo

Sonia-Lupo-3

ITALIANO - PORTUGUÊS – FRANÇAISE – ESPAÑOL

Sonia-Lupo-3

During the last edition of FASHION FRAMES in Florence, I participated as Amsterdam Fahsion Tv‘s editor and I met SONIA LUPO. I spoke with her about her work and collection. Are you curious? Don’t worry, I share with you our interview published on Amsterdam Fashion Tv blogzine. Enjoy!

Sonia-Lupo-8

ABOUT THE DESIGNER

For Sonia Lupo fashion is poetry, intuition,…

View On WordPress

A Tale of Tiles! A Tale of Tiles! ENGLISH – PORTUGUÊS – FRANÇAISE – ESPAÑOL Il mio amore per le famose mattonelle portoghesi oramai è risaputo. Posso dire che in questi 10 anni ho un archivio fotografico da far paura ai collezionisti. Ma cosa ne direste se queste splendide mattonelle potessero esser indossate? Ovviamente penserete tutti che voglio parlarvi dell’ultima sfilata di Dolce&Gabbana, ed invece no, mi riferisco alla… View On WordPress

A Tale of Tiles!

A Tale of Tiles!

ENGLISH – PORTUGUÊS – FRANÇAISE – ESPAÑOL

1491715_670830892953017_4756124256960184226_n

Il mio amore per le famose mattonelle portoghesi oramai è risaputo. Posso dire che in questi 10 anni ho un archivio fotografico da far paura ai collezionisti. Ma cosa ne direste se queste splendide mattonelle potessero esser indossate? Ovviamente penserete tutti che voglio parlarvi dell’ultima sfilata di Dolce&Gabbana, ed invece no, mi riferisco alla…

View On WordPress

Nato in Italia sartoria Made in Italy Nato in Italia sartoria Made in Italy ENGLISH – PORTUGUÊS – FRANÇAISE – ESPAÑOL Come si può non esser orgogliosi quando si scoprono marche di eccellenza della propria terra? Grazie al brillante lavoro svolto dall’ufficio stampa di Nato in Italia anche dal lontano Portogallo posso esser sempre informata sulle novità nostrane. Dal suo nome non ci si può sbagliare, Nato in Italia è una marca tutta made in Italy, o per esser più precisi View On WordPress

Nato in Italia sartoria Made in Italy

Nato in Italia sartoria Made in Italy

993629_527197023994226_343872133_n

ENGLISH – PORTUGUÊS – FRANÇAISE – ESPAÑOL

Come si può non esser orgogliosi quando si scoprono marche di eccellenza della propria terra? Grazie al brillante lavoro svolto dall’ufficio stampa di Nato in Italia anche dal lontano Portogallo posso esser sempre informata sulle novità nostrane.

993629_527197023994226_343872133_n

Dal suo nome non ci si può sbagliare, Nato in Italia è una marca tutta made in Italy, o per esser più precisi

View On WordPress

ENGLISH – ITALIANO - FRANÇAISE – ESPAÑOL No passado dia 26 de Junho fui a um vernissage, à Gulbenikian de Lisboa, da exposição fotografica de Edgar Martins. Edgar é um fotografo portugûes, nascido em Évora mas que cresceu em Macau. Em 1996 foi viver para Londres onde estudou fotografia no London College of Printing & Distributive Trades, e conseguiu un mestrado em Photography and Fine Art no Royal College of Art de Londres. Em 2010 o Centro Cultural Calouste Gulbenkian  de Paris organizou a sua primeira retrospectiva. Tive o privilégio de admirar o trabalho fotográfico de Edgar com o seu próprio comentário. O fotografo teve acesso privilegiado a dezenas de instalações da ESA (Agência Espacial Europeia) que nunca abriu as portas  à projetos artísticos. O resultado foram 60 fotografias, “A Impossibilidade Poética de Conter o Infinito“.  O projecto inclui também a publicação de um livro e uma serie de conferências, debates e seminários em várias universidades europeias. Entre 2012 e 2013, durante 18 meses, o fotógrafo português esteve nas instalações da ESA, naquela que foi a primeira vez que a agência abriu as portas a um olhar externo. Esteve ainda em empresas parceiras da ESA, passando pelo Reino Unido, Holanda, França, Espanha, Alemanha, Espanha, Itália, Cazaquistão e Guiana Francesa. Se vocês querem visitar a exposição será patente até 7 de setembro na galeria de exposições temporárias da fundação Fundação Calouste Gulbenkian. Consultando il catalogo Con l’artista Edgar Martins Durante o vernissage tive a oportunidade de falar com o fotografo que me prometeu uma entrevista. Aqui vai, boa leitura. - Como surgiu a ideia de fotografar uma agência espacial? Não fui um filho da geração da «corrida espacial». Nasci no final dos anos setenta, mas deixei-me encantar pelas missões Apollo como se encantaram aqueles que as viveram. E tal como tantas outras crianças das décadas de sessenta e setenta, também eu quis tornar-me astronauta (o que não era tarefa fácil para um europeu a crescer na China). Lembro-me de, em adolescente, sonhar com o espaço. De facto, em toda a minha vida, só tive dois sonhos recorrentes. Um é um pesadelo estranho, com diferentes figuras geométricas que não encaixam bem umas nas outras a caírem do céu, e que se aglomeram criando formas cada vez maiores e mais esotéricas, como um jogo de Tetris infernal. Mas isso é uma conversa para outro dia, muito provavelmente com um psiquiatra. O outro sonho é ligeiramente mais tangível, ainda que igualmente desconcertante, que me leva frequentemente a acordar de lágrimas nos olhos. Nesse sonho sou atirado para o espaço (apesar de nunca me lembrar de como isso aconteceu exactamente). Quando entro em órbita sobre a Terra, a flutuar na gravidade zero e olho para baixo, para o planeta, pela primeira vez, a experiência deixa-me avassalado. Subitamente, sou invadido por um profundo sentimento de calma e consciência, como se finalmente tivesse compreendido todos os segredos do planeta e a solução para os seus problemas. É o tipo de momento em que somos confrontados com o nosso ímpeto dialéctico e saímos a ganhar. Depois, acordo. Recentemente, foi-me dada a oportunidade de conhecer e conversar com alguns astronautas que me confidenciaram que ver a Terra do espaço pela primeira vez é uma experiência bastante comovente. Os astronautas do programa Apollo falam de uma experiência transcendental ou espiritual. Também é do conhecimento geral que a tão celebrada fotografia do Nascer da Terra, feita durante a era Apollo, inspirou toda uma geração de pessoas, nomeadamente o movimento verde. Para resumir uma história que já vai longa, o espaço e todo o misticismo e maravilhas tecnológicas que o rodeiam têm uma ressonância imensurável na nossa consciência social e individual. Isto é algo do qual eu sempre tive uma consciência clara, e é por isso que o espaço tem sido um tema recorrente no meu trabalho. Este é um tópico que constantemente me (nos) arremessa para as antíteses da percepção e da existência, que nos empurra para a exploração das fronteiras volúveis e realidades instáveis que instiga ligações inesperadas, ilógicas e oscilantes. De forma que, quando um dia, li um artigo de um dos directores da ESA a explicar a importância da agência se abrir ao público de uma forma mais marcante, considerei que este seria o contexto ideal para os contactar. Nesse mesmo dia escrevi uma longa carta à ESA onde expliquei que queria produzir a mais completa descrição de sempre de uma das mais importantes organizações científicas e espaciais e dos seus programas. Mencionei que acreditava que o futuro da exploração espacial exigia um contínuo diálogo social e cultural, no qual as artes e, em particular a fotografia, podia desempenhar um papel dinâmico e vital. A proposta que apresentei à ESA foi bastante ambiciosa: propús participar de forma crítica nos seus programas, tais como os programas de microgravidade, navegação, telecomunicação, exploração lunar, de Marte, de Mercúrio, entre muitos outros, elaborando ao mesmo tempo reflexões acerca das novas políticas de exploração espacial bem como acerca do impacto deste tipo de aplicação tecnológica na nossa consciência social. Mais do que um projecto sobre a agência espacial europeia e sobre o imaginário ligado à exploração espacial este projecto teria também de representar uma reflexão sobre a nossa relação com a tecnologia. Dado que as instalações da ESA são inexoravelmente heterogéneas, lugares onde existe uma convergência, sobreposição e desfocagem dos sentidos, funções e temporalidades, um dos principais desafios que se me colocou foi desenvolver uma abordagem que fosse simultaneamente descritiva e especulativa, que documentasse mas também desconstruísse os espaços e os objectos, revelando assim as suas derivações poéticas e ressonâncias culturais e ideológicas. - Não é comum fotografar a ESA, como reagiram ao teu pedido? Eu fiquei muito sensibilizado com o facto de a ESA ter acolhido o projecto e a ideia de eu trazer comigo uma perspectiva artística e crítica. Trata-se da primeira vez que a agência abriu as suas portas a um artista visual, desta forma. De uma forma geral a prestação e atitude da ESA e dos seus funcionários foi louvável. A abertura de espírito da organização ao projecto e às minhas ideias (por vezes um pouco ambiciosas) e o apoio logístico que me facultaram foi notável (e, também, algo surpreendente) o que permitiu produzir um projecto original, coerente e multifacetado. - Quais foram as dificuldades maiores que tiveste que enfrentar durante o teu trabalho fotográfico? Condicionantes logísticas e operacionais já eu esperava. Todavia, não há dúvida que um dos grandes desafios que enfrentei foi o demobilizar e despertar a curiosidade e interesse dos funcionários dos vários locais que visitei e sensibilizá-los ao mesmo tempo para a minha forma de trabalhar e ideias. Apesar de eu ter o apoio incondicional da administração da ESA foi necessário negociar as condições/termos de acesso aos vários locais, en loco. Há que ter em conta que a minha forma de trabalhar é quase antagónica à realidade dos espaços que estava a fotografar. Para além disso também é importante salientar que Agência Espacial Europeia não tinha, na altura, uma cultura de diálogo com artistas. - O teu eliminar completamente o factor humano, tirando os cadernos de apontamentos, foi ditado para exigências ou foi uma escolha meditada? Em projectos anteriores a exclusão de pessoas fez sempre parte da minha metodologia. A omissão de pessoas, de referências temporais concretas, permitiu-me sempre proporcionar ao leitor um canvas branco aonde projectar as suas próprias ideias, experiências, etc. A ausência de pessoas obriga-nos a preencher o vazio que a fotografia implacavelmente expõe. De certa forma este trabalho mantém esta linha de abordagem, mas neste caso concreto a omissão de pessoas também teve a ver com razões operacionais e técnicas (no sentido em que as longas exposições nem sempre registam movimento). - No documentario Entre Imagens, da RTP2, a um certo ponto afirmas que o que tu fotografas não são objectos mas “eventos”, pode nos explicar melhor este conceito? Eu sempre tive um interesse particular em teatro, em performance, mas não no sentido tradicional da palavra. Nas minhas imagens estou frequentemente interessado em captar a performance do mundo, enquanto si próprio, mas como um conjunto de processos e factos. A meu ver a única forma de captar isso é abrandando o tempo razão porque uso longas exposições e porque uso a minha câmara fotográfica como se fosse uma câmara de filmar. Eu sempre gostei da ideia que cada e qualquer espaço sofre um processo de mutação instigado pela pessoa que o observa e sempre que o observa. Ou seja, o mero acto de observação faz de nós agentes activos, nesta relação que temos com o mundo que nos rodeia. De forma que o que estou realmente a dizer é que se pudermos abrandar o tempo o suficiente talvez possamos captar isso. Portanto, eu não vejo nem os espaços nem os objectos representados nas imagens como tal, mas sim como eventos. As minhas imagens representam um tempo suspenso antes ou depois de um evento. Representam a memória de um evento. Representam uma dimensão temporal mais alargada que, por vezes, não pode se definida nem negada. Isto é particularmente relevante em projectos mais antigos como The Accidental Theorist ou When Light Casts no Shadow. - Durante o vernissage na Gulbenkian de Lisboa disseste que o que te fascina mais no acto de fotografar em analógico é o que algo sempre surpreende-te. É este o que te dá a motivação de continuar a fotografar com estes meios? Sem dúvida. É um factor importante. A fotografia sempre permitiu ao fotógrafo exercer um certo grau controle sobre o sujeito fotográfico . O meu objectivo é abdicar de uma parte desse controle. Portanto, aquilo que me motiva, hoje em dia, não são as possibilidades técnicas do medium mas as suas insuficiências, as suas carências. - A curiosidade é grande, já estás a trabalhar noutro projecto? É verdade. Já estou. Estou a trabalhar em dois projectos distintos tanto com a BMW como Instituto de Medicina Legal. Ambos muito interessantes por razões diferentes. “A Impossibilidade Poética de Conter o Infinito”, vernissage e entrevista a Edgar Martins ENGLISH - ITALIANO - FRANÇAISE - ESPAÑOL No passado dia 26 de Junho fui a um vernissage, à Gulbenikian de Lisboa, da exposição fotografica de 

ENGLISH – ITALIANO - FRANÇAISE – ESPAÑOL

No passado dia 26 de Junho fui a um vernissage, à Gulbenikian de Lisboa, da exposição fotografica de Edgar Martins.

10339547_785545564810056_5579712484239185227_n

Edgar é um fotografo portugûes, nascido em Évora mas que cresceu em Macau. Em 1996 foi viver para Londres onde estudou fotografia no London College of Printing & Distributive Trades, e conseguiu un mestrado em Photography and Fine Art no Royal College of Art de Londres. Em 2010 o Centro Cultural Calouste Gulbenkian  de Paris organizou a sua primeira retrospectiva.

edgarmartins07

Tive o privilégio de admirar o trabalho fotográfico de Edgar com o seu próprio comentário. O fotografo teve acesso privilegiado a dezenas de instalações da ESA (Agência Espacial Europeia) que nunca abriu as portas  à projetos artísticos. O resultado foram 60 fotografias, “A Impossibilidade Poética de Conter o Infinito“.  O projecto inclui também a publicação de um livro e uma serie de conferências, debates e seminários em várias universidades europeias.

edgarmartins02

Entre 2012 e 2013, durante 18 meses, o fotógrafo português esteve nas instalações da ESA, naquela que foi a primeira vez que a agência abriu as portas a um olhar externo. Esteve ainda em empresas parceiras da ESA, passando pelo Reino Unido, Holanda, França, Espanha, Alemanha, Espanha, Itália, Cazaquistão e Guiana Francesa.

edgarmartins05

Se vocês querem visitar a exposição será patente até 7 de setembro na galeria de exposições temporárias da fundação Fundação Calouste Gulbenkian.

Durante o vernissage tive a oportunidade de falar com o fotografo que me prometeu uma entrevista.

Aqui vai, boa leitura.

COVER JACKET (LR)

- Como surgiu a ideia de fotografar uma agência espacial?
Não fui um filho da geração da «corrida espacial». Nasci no final dos anos setenta, mas deixei-me encantar pelas missões Apollo como se encantaram aqueles que as viveram. E tal como tantas outras crianças das décadas de sessenta e setenta, também eu quis tornar-me astronauta (o que não era tarefa fácil para um europeu a crescer na China).
Lembro-me de, em adolescente, sonhar com o espaço. De facto, em toda a minha vida, só tive dois sonhos recorrentes. Um é um pesadelo estranho, com diferentes figuras geométricas que não encaixam bem umas nas outras a caírem do céu, e que se aglomeram criando formas cada vez maiores e mais esotéricas, como um jogo de Tetris infernal. Mas isso é uma conversa para outro dia, muito provavelmente com um psiquiatra.
O outro sonho é ligeiramente mais tangível, ainda que igualmente desconcertante, que me leva frequentemente a acordar de lágrimas nos olhos. Nesse sonho sou atirado para o espaço (apesar de nunca me lembrar de como isso aconteceu exactamente). Quando entro em órbita sobre a Terra, a flutuar na gravidade zero e olho para baixo, para o planeta, pela primeira vez, a experiência deixa-me avassalado. Subitamente, sou invadido por um profundo sentimento de calma e consciência, como se finalmente tivesse compreendido todos os segredos do planeta e a solução para os seus problemas. É o tipo de momento em que somos confrontados com o nosso ímpeto dialéctico e saímos a ganhar. Depois, acordo. Recentemente, foi-me dada a oportunidade de conhecer e conversar com alguns astronautas que me confidenciaram que ver a Terra do espaço pela primeira vez é uma experiência bastante comovente. Os astronautas do programa Apollo falam de uma experiência transcendental ou espiritual. Também é do conhecimento geral que a tão celebrada fotografia do Nascer da Terra, feita durante a era Apollo, inspirou toda uma geração de pessoas, nomeadamente o movimento verde. Para resumir uma história que já vai longa, o espaço e todo o misticismo e maravilhas tecnológicas que o rodeiam têm uma ressonância imensurável na nossa consciência social e individual. Isto é algo do qual eu sempre tive uma consciência clara, e é por isso que o espaço tem sido um tema recorrente no meu trabalho. Este é um tópico que constantemente me (nos) arremessa para as antíteses da percepção e da existência, que nos empurra para a exploração das fronteiras volúveis e realidades instáveis que instiga ligações inesperadas, ilógicas e oscilantes.
De forma que, quando um dia, li um artigo de um dos directores da ESA a explicar a importância da agência se abrir ao público de uma forma mais marcante, considerei que este seria o contexto ideal para os contactar.
Nesse mesmo dia escrevi uma longa carta à ESA onde expliquei que queria produzir a mais completa descrição de sempre de uma das mais importantes organizações científicas e espaciais e dos seus programas.
Mencionei que acreditava que o futuro da exploração espacial exigia um contínuo diálogo social e cultural, no qual as artes e, em particular a fotografia, podia desempenhar um papel dinâmico e vital.
A proposta que apresentei à ESA foi bastante ambiciosa: propús participar de forma crítica nos seus programas, tais como os programas de microgravidade, navegação, telecomunicação, exploração lunar, de Marte, de Mercúrio, entre muitos outros, elaborando ao mesmo tempo reflexões acerca das novas políticas de exploração espacial bem como acerca do impacto deste tipo de aplicação tecnológica na nossa consciência social. Mais do que um projecto sobre a agência espacial europeia e sobre o imaginário ligado à exploração espacial este projecto teria também de representar uma reflexão sobre a nossa relação com a tecnologia.

Dado que as instalações da ESA são inexoravelmente heterogéneas, lugares onde existe uma convergência, sobreposição e desfocagem dos sentidos, funções e temporalidades, um dos principais desafios que se me colocou foi desenvolver uma abordagem que fosse simultaneamente descritiva e especulativa, que documentasse mas também desconstruísse os espaços e os objectos, revelando assim as suas derivações poéticas e ressonâncias culturais e ideológicas.

- Não é comum fotografar a ESA, como reagiram ao teu pedido?

Eu fiquei muito sensibilizado com o facto de a ESA ter acolhido o projecto e a ideia de eu trazer comigo uma perspectiva artística e crítica. Trata-se da primeira vez que a agência abriu as suas portas a um artista visual, desta forma.

De uma forma geral a prestação e atitude da ESA e dos seus funcionários foi louvável.

A abertura de espírito da organização ao projecto e às minhas ideias (por vezes um pouco ambiciosas) e o apoio logístico que me facultaram foi notável (e, também, algo surpreendente) o que permitiu produzir um projecto original, coerente e multifacetado.

- Quais foram as dificuldades maiores que tiveste que enfrentar durante o teu trabalho fotográfico?

Condicionantes logísticas e operacionais já eu esperava.

Todavia, não há dúvida que um dos grandes desafios que enfrentei foi o demobilizar e despertar a curiosidade e interesse dos funcionários dos vários locais que visitei e sensibilizá-los ao mesmo tempo para a minha forma de trabalhar e ideias.

Apesar de eu ter o apoio incondicional da administração da ESA foi necessário negociar as condições/termos de acesso aos vários locais, en loco.

Há que ter em conta que a minha forma de trabalhar é quase antagónica à realidade dos espaços que estava a fotografar. Para além disso também é importante salientar que Agência Espacial Europeia não tinha, na altura, uma cultura de diálogo com artistas.

- O teu eliminar completamente o factor humano, tirando os cadernos de apontamentos, foi ditado para exigências ou foi uma escolha meditada?

Em projectos anteriores a exclusão de pessoas fez sempre parte da minha metodologia. A omissão de pessoas, de referências temporais concretas, permitiu-me sempre proporcionar ao leitor um canvas branco aonde projectar as suas próprias ideias, experiências, etc.

A ausência de pessoas obriga-nos a preencher o vazio que a fotografia implacavelmente expõe.

De certa forma este trabalho mantém esta linha de abordagem, mas neste caso concreto a omissão de pessoas também teve a ver com razões operacionais e técnicas (no sentido em que as longas exposições nem sempre registam movimento).

- No documentario Entre Imagens, da RTP2, a um certo ponto afirmas que o que tu fotografas não são objectos mas “eventos”, pode nos explicar melhor este conceito?

Eu sempre tive um interesse particular em teatro, em performance, mas não no sentido tradicional da palavra. Nas minhas imagens estou frequentemente interessado em captar a performance do mundo, enquanto si próprio, mas como um conjunto de processos e factos. A meu ver a única forma de captar isso é abrandando o tempo razão porque uso longas exposições e porque uso a minha câmara fotográfica como se fosse uma câmara de filmar. Eu sempre gostei da ideia que cada e qualquer espaço sofre um processo de mutação instigado pela pessoa que o observa e sempre que o observa. Ou seja, o mero acto de observação faz de nós agentes activos, nesta relação que temos com o mundo que nos rodeia.

De forma que o que estou realmente a dizer é que se pudermos abrandar o tempo o suficiente talvez possamos captar isso. Portanto, eu não vejo nem os espaços nem os objectos representados nas imagens como tal, mas sim como eventos. As minhas imagens representam um tempo suspenso antes ou depois de um evento. Representam a memória de um evento. Representam uma dimensão temporal mais alargada que, por vezes, não pode se definida nem negada. Isto é particularmente relevante em projectos mais antigos como The Accidental Theorist ou When Light Casts no Shadow.

- Durante o vernissage na Gulbenkian de Lisboa disseste que o que te fascina mais no acto de fotografar em analógico é o que algo sempre surpreende-te. É este o que te dá a motivação de continuar a fotografar com estes meios?

Sem dúvida. É um factor importante. A fotografia sempre permitiu ao fotógrafo exercer um certo grau controle sobre o sujeito fotográfico . O meu objectivo é abdicar de uma parte desse controle. Portanto, aquilo que me motiva, hoje em dia, não são as possibilidades técnicas do medium mas as suas insuficiências, as suas carências.

- A curiosidade é grande, já estás a trabalhar noutro projecto?

É verdade. Já estou. Estou a trabalhar em dois projectos distintos tanto com a BMW como Instituto de Medicina Legal. Ambos muito interessantes por razões diferentes.

“A Impossibilidade Poética de Conter o Infinito”, vernissage e entrevista a Edgar Martins ENGLISH - ITALIANO - FRANÇAISE - ESPAÑOL No passado dia 26 de Junho fui a um vernissage, à Gulbenikian de Lisboa, da exposição fotografica de 
Lisbon Movie Tour 2014The Lisbon Movie Tour invites you to visit the city, roaming locations where scenes of famous movies were shot. For the first time in Lisbon a tour will show, on a tablet, movie scenes that mixed with historical information will give to our clients an unique perspective of Lisbon. A tour where reality meets fiction!
(catalogue in Portuguese)
Vestiamoci di pesce! ENGLISH – PORTUGUÊS – FRANÇAISE – ESPAÑOL Se vi raccontassi che Daniel Guimarães, 28 anni, con un master in medicina veterinaria comincia a pensare di fabbricare un tessuto fatto di pelle di pesce, cosa mi direste? Io sinceramente non resto sbalordita visto che i membri dell’etnia Hezhe, stanziata nella provincia dello Heilongjiang (nord-est della Cina) un tempo utilizzavano abiti di pelle di… View On WordPress

Vestiamoci di pesce!

830229

ENGLISH – PORTUGUÊS – FRANÇAISE – ESPAÑOL

Se vi raccontassi che Daniel Guimarães, 28 anni, con un master in medicina veterinaria comincia a pensare di fabbricare un tessuto fatto di pelle di pesce, cosa mi direste? Io sinceramente non resto sbalordita visto che i membri dell’etnia Hezhe, stanziata nella provincia dello Heilongjiang (nord-est della Cina) un tempo utilizzavano abiti di pelle di…

View On WordPress

Il 6º numero della rivista Lilly’s Lifestyle appena sfornato! Il 6º numero della rivista Lilly’s Lifestyle appena sfornato! ENGLISH – PORTUGUÊS – FRANÇAISE – ESPAÑOL LEGGI EDITORIALE PITTI PONG PONG PITTI PONG…. questo il motivetto del mese di Giugno. Siamo arrivati al numero 6 della rivista, un numero dedicado prevalentemente alla mia esperienza al Pitti 86 come inviata dell’Amsterdam Fashion Tv. Ovviamente non potevano mancare alcune curiosità nel mondo: dormire in una gru ad Amsterdam, dove rilassarsi un fine… View On WordPress

Il 6º numero della rivista Lilly’s Lifestyle appena sfornato!

Il 6º numero della rivista Lilly’s Lifestyle appena sfornato!

Schermata 2014-07-02 alle 16.45.06

ENGLISH – PORTUGUÊS – FRANÇAISE – ESPAÑOL

Schermata 2014-07-02 alle 16.45.06

LEGGI

EDITORIALE

PITTI PONG PONG PITTI PONG….

questo il motivetto del mese di Giugno. Siamo arrivati al numero 6 della rivista, un numero dedicado prevalentemente alla mia esperienza al Pitti 86 come inviata dell’Amsterdam Fashion Tv. Ovviamente non potevano mancare alcune curiosità nel mondo: dormire in una gru ad Amsterdam, dove rilassarsi un fine…

View On WordPress

ENGLISH – ITALIANO - FRANÇAISE – ESPAÑOL Para mim não é comum escrever no meu blogue em português, mas hoje queria partilhar convosco uma troca de mensagens que tive com uma jovem e prometedora estilista portuguesa, Sofia Macedo. Descobri Sofia durante a última edição de Modalisboa e logo apaixonei-me pela sua colecção. A estilista nasceu em Barcelos e durante 20 anos viveu no Luxemburgo onde estudou Belas Artes. De regresso a Portugal, fez o curso de Design de Moda e estagiou no Atelier de Luís Buchinho. A seguir trabalhou numa empresa têxtil, desempenhando funções de comercial, até decidir de dedicar-se completamente à sua marca. Lilly’s Lifestyle:  O que significa fazer moda para ti e de que forma isso reflecte na tua vida?  Sofia Macedo: Fazer moda faz parte de mim, reflecte o que eu sou, o que penso, o que vejo, o que vivo, no fundo as minhas criações são bocadinhos de mim que exteriorizo. LLS: O que te inspira a criar? Sofia Macedo: Todas as minhas experiências de vida me inspiram, o que vivi, o que vivo no presente, o que me rodeia, a pesquisa que faço acerca de algum tema específico que me seja solicitado, vivo a moda, pois tudo o que está à nossa volta é um bom mote para desenvolver algo novo. LLS: Com quais tecidos gostas de trabalhar mais e porque? Sofia Macedo: Os tecidos que mais gosto de trabalhar são as sedas, pois representam a delicadeza, sofisticação e elegância que procuro transmitir nas minhas peças, associadas ao conforto necessário dado o estilo de vida alucinante e citadino que a mulher foi adoptando ao longo dos anos. LLS: Somos curiosos, podes nos explicar o teu processo criativo? Sofia Macedo: O meu processo criativo passa pela pesquisa de tendências e materiais, seguido de um brainstorming e um reflecção para tentar organizar todas as ideias e ter um fio condutor para por em papel as criações que resultam desse processo. Após a definição do conceito, inicio o processo com a elaboração de alguns esboços, após passar as ideias a imagens, parto para a modelação dos primeiros protótipos, para poder desta forma testar as primeiras peças e ver o que deve ser alterado, pois existem sempre pormenores que têm de ser alterados, novas ideias que surgem quando vemos a peça, quando esta ganha vida, o que torna esta fase muito importante, pois posso ter que alterar materiais, moldes ou mesmo processos de produção. LLS: Eu sei que estás a trabalhar na tua próxima colecção. Podes contar algo? Sofia Macedo: Posso dizer que a minha próxima colecção segue a linha do que tenho vindo a apresentar. É uma colecção desenhada para uma mulher citadina, arrojada, com uma atitude independente e personalidade forte, no entanto, a delicadeza dos materiais encontra-se associada ao bom gosto e requinte da mulher actual que sabe exactamente o que pretende. VISIONA O SEU ÚLTIMO DESFILE Entrevistando a estilista Sofia Macedo ENGLISH - ITALIANO - FRANÇAISE - ESPAÑOL Para mim não é comum escrever no meu blogue em português, mas hoje queria partilhar convosco uma troca de mensagens que tive com uma jovem e prometedora estilista portuguesa, …

ENGLISH – ITALIANO - FRANÇAISE – ESPAÑOL

Para mim não é comum escrever no meu blogue em português, mas hoje queria partilhar convosco uma troca de mensagens que tive com uma jovem e prometedora estilista portuguesa, Sofia Macedo. Descobri Sofia durante a última edição de Modalisboa e logo apaixonei-me pela sua colecção.

3

A estilista nasceu em Barcelos e durante 20 anos viveu no Luxemburgo onde estudou Belas Artes. De regresso a Portugal, fez o curso de Design de Moda e estagiou no Atelier de Luís Buchinho. A seguir trabalhou numa empresa têxtil, desempenhando funções de comercial, até decidir de dedicar-se completamente à sua marca.

Lilly’s Lifestyle:  O que significa fazer moda para ti e de que forma isso reflecte na tua vida? 

Sofia Macedo: Fazer moda faz parte de mim, reflecte o que eu sou, o que penso, o que vejo, o que vivo, no fundo as minhas criações são bocadinhos de mim que exteriorizo.

LLS: O que te inspira a criar?

Sofia Macedo: Todas as minhas experiências de vida me inspiram, o que vivi, o que vivo no presente, o que me rodeia, a pesquisa que faço acerca de algum tema específico que me seja solicitado, vivo a moda, pois tudo o que está à nossa volta é um bom mote para desenvolver algo novo.

LLS: Com quais tecidos gostas de trabalhar mais e porque?

Sofia Macedo: Os tecidos que mais gosto de trabalhar são as sedas, pois representam a delicadeza, sofisticação e elegância que procuro transmitir nas minhas peças, associadas ao conforto necessário dado o estilo de vida alucinante e citadino que a mulher foi adoptando ao longo dos anos.

LLS: Somos curiosos, podes nos explicar o teu processo criativo?

Sofia Macedo: O meu processo criativo passa pela pesquisa de tendências e materiais, seguido de um brainstorming e um reflecção para tentar organizar todas as ideias e ter um fio condutor para por em papel as criações que resultam desse processo. Após a definição do conceito, inicio o processo com a elaboração de alguns esboços, após passar as ideias a imagens, parto para a modelação dos primeiros protótipos, para poder desta forma testar as primeiras peças e ver o que deve ser alterado, pois existem sempre pormenores que têm de ser alterados, novas ideias que surgem quando vemos a peça, quando esta ganha vida, o que torna esta fase muito importante, pois posso ter que alterar materiais, moldes ou mesmo processos de produção.

LLS: Eu sei que estás a trabalhar na tua próxima colecção. Podes contar algo?

Sofia Macedo: Posso dizer que a minha próxima colecção segue a linha do que tenho vindo a apresentar. É uma colecção desenhada para uma mulher citadina, arrojada, com uma atitude independente e personalidade forte, no entanto, a delicadeza dos materiais encontra-se associada ao bom gosto e requinte da mulher actual que sabe exactamente o que pretende.

1796847_727650350612698_1523315196_o

VISIONA O SEU ÚLTIMO DESFILE

Entrevistando a estilista Sofia Macedo ENGLISH - ITALIANO - FRANÇAISE - ESPAÑOL Para mim não é comum escrever no meu blogue em português, mas hoje queria partilhar convosco uma troca de mensagens que tive com uma jovem e prometedora estilista portuguesa, …